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Crítica | 3° Temporada de She-Ra e as Princesas do Poder | Vamos vencer no final!
9 Agosto, 2019A terceira temporada de She-Ra estreou no dia 2 de agosto na Netflix e começou tentando responder algumas perguntas que ficaram soltas na temporada passada, como quem foram os primeiros? De onde veio o Hordak? E quem realmente é a Adora? Me acompanhe.
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Se na crítica anterior eu já havia reclamado da quantidade de episódios, nessa eu venho diretamente questionar a showrunner Noelle Stevenson, por quê? Por que somente 6 episódios? A sensação que eu tive foi que a terceira temporada é uma parte dois da segunda temporada.
Desde o primeiro episódio várias teorias vieram a minha cabeça e com o passar dos episódios fui percebendo muitas referências ao desenho original, os Primeiros são na verdade o povo de Ethernia? Muito provável que sim, nada confirmado ainda mas isso abre uma mega expansão para o universo da franquia e uma grande possibilidade do Príncipe Adam aparecer e com ele a Feiticeira, o Castelo de Grayskull, porque o Mestre da Horda já deu as caras. Por enquanto é só especulação, mas sigo esperançosa.
Deixando de lado um pouco as especulações, a terceira temporada teve muito mais momentos de ação que nas temporadas passadas, o roteiro deu uma mudada e a série foi amadurecendo na mesma intensidade dos personagens, se antes a gente tinha personagens mais engraçados, usados até como alívio cômico, nessa temporada tivemos o amadurecimento de muito deles dando um tom mais sério para a temporada. De fato, acabou o tempo das brincadeiras, inclusive para Felina que teve várias chances de redenção e mesmo assim escolheu o caminho do mal. Se antes nós tínhamos uma ideia das motivações da Felina para escolher sempre o outro lado, na terceira temporada nós tivemos certeza de que ela mesmo amando a Adora, ela não suporta a ideia de ficar sempre em segundo plano, da Adora sempre ganhar tudo e ela não.
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Reprodução: Netflix
Ainda falando sobre a tonalidade mais sombria da temporada, isso é perceptível até no tom das cores usadas. Tivemos uma primeira e segunda temporadas muito mais coloridas com um ou outro episódio mais escuro, já na terceira temporada o tom predominante foi o mais escuro, com mais jogos de sombras.
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Reprodução: Netflix
A temporada foi mais voltada para o nosso trio, Cintilante, Arqueiro e Adora, mas principalmente para a Felina e a Adora com uma evolução da personalidade de ambas. Além de personagens novos, como os da Terra Vermelha, a Huntara principalmente, que assim como a Adora é uma renegada da Horda. Ficamos sabendo mais da Mara, a She-Ra anterior a Adora, que tem uma história incrível e que merece mais espaço.
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Reprodução: Netflix
Outra personagem que merece destaque é a Princesa Entrapta, a terceira temporada também mostrou um pouco das motivações dela de estar ajudando a Horda e o Hordak a abrir o portal, mesmo que isso seja algo bem ruim. A Entrapta sempre viveu sozinha em seu castelo, suas únicas companhias eram seus robôs e daí a Adora chegou e elas se tornaram amigas, mas quando ela foi deixada para trás ela se sentiu abandonada, e tudo que ela queria era amigos e foi isso que a Felina e o Hordak ofereceram a ela. Ela não é uma personagem do mal, isso é nítido.
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Reprodução: Netflix
A terceira temporada abriu espaço para muitas teorias do começo ao fim, a quarta temporada pode trazer coisas maravilhosas, só espero que a quantidade de episódios aumente, novamente essa é minha única crítica.
Gostaria de abrir um espaço agora para comentar acerca de 2 episódios, comentar com spoiler, então fica o alerta!
Primeiro o episódio 2, “Correndo Perigo”, nele o trio, Cintilante, Arqueiro e Adora, vão para a Terra Vermelha e descobrem que ela é habitada, ao contrário do que todos pensam. Se antes tínhamos suspeitas de que a Adora é lésbica/bi, neste episódio nós pudemos ter certeza. Adora conhece Huntara, uma personagem nova cuja história é até, de certa forma, parecida com a dela, Huntara também saiu da Horda quando percebeu da crueldade que eles praticavam. O ponto é, ficou bem nítido que a Adora teve uma queda imediata pela Huntara, mais uma vez provando da diversidade do desenho, de como as roteiristas conseguem trazer o assunto de forma tão natural e linda.
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Reprodução: Netflix
O outro episódio é o 5, “Já vi isso antes”. Nele Adora acorda na Zona do Medo ao lado de Felina e para elas tudo está perfeito, Adora é capitã da força, Felina tem a pessoa que ama a seu lado e cogita até passar o resto da vida ao lado de Adora, como ela mesma disse, “podemos ser felizes para sempre aqui”, mas não é bem assim. Adora começa a ter lapsos de memória e logo percebe que tudo aquilo não passa de uma rachadura no espaço tempo provocada pelo portal aberto por Felina. O que eu queria destacar neste episódio é que a todo momento Felina sabia que era somente uma ilusão, que não era real, prova disso é que não existe festas na Zona do Medo e mesmo assim Felina deu a ideia de fazer um bolo para Adora. A Felina só queria aquele mundo porque nele ela ainda tinha a Adora e na vida real a Adora “traiu” ela indo para a Rebelião e jogando os sonhos das duas “fora”. Essa é mais uma motivação para a Felina escolher o lado sombrio que escolheu no final da temporada, ela não teve sua redenção e tampouco acredito que terá. Será sempre essa relação de amor e ódio virando cada vez mais ódio e tristeza para Adora que sofreu muito durante toda a terceira temporada.
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Reprodução: Netflix
She-Ra está disponível na Netflix, corram para assistir!
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Uma jovem estudante de Direito e apaixonada pelo Superman. Sou apaixonada também por quadrinhos e super-heróis porque vejo neles uma forma de mudar o mundo, nem que seja só um pouquinho. Tento passar esse sentimento pelos meus textos, espero que gostem!